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O plantio cruzado da soja vale a pena?

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O plantio cruzado da soja vale a pena?

O plantio cruzado da soja nas plantações brasileiras tornou-se lendário nos campos de soja, alegando que o processo efetivamente aumenta a produtividade e economiza fertilizantes e agroquímicos.

A semeadura das plantas no modelo convencional afeta a competição por água, nutrientes e luz, o que determina a produtividade por planta e, portanto, a produtividade por unidade de área.

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O plantio cruzado da soja vale a pena?

O plantio cruzado nada mais é do que uma operação de semeadura seguida de outra, perpendicular à primeira. Dito isto, acredita-se que a distribuição espacial das sementes reduz a competição por nutrientes do solo e aumenta a capacidade de cada planta de produzir alimentos.

plantio cruzado de soja
plantio cruzado de soja

Essa abordagem surgiu no Brasil porque ao negociar a finalização da terra com agricultores estrangeiros, eles observavam os campos onde as plantações se cruzavam, formando uma espécie de “xadrez” entre eles. Então eles decidiram testá-lo aqui.

A tecnologia foi utilizada por alguns vencedores do concurso de produtividade 2018/2019 promovido pelo Conselho Estratégico da Soja Brasil (Cesb), o que causou comoção entre os produtores, pois os vencedores produziram 4 vezes a produção dos demais.

Embrapa resolve pesquisar assunto

Como tal, a pesquisa da Embrapa é de interesse, e a empresa vem testando e pesquisando a abordagem em diferentes regiões e diferentes tipos de culturas há anos. O objetivo é ver se a tecnologia realmente tem impacto na produtividade.

Os produtores recebem muitas informações sobre como manejar suas colheitas. Mas será que esta gestão é eficaz?

Nos resultados obtidos, em geral, não foi observado aumento no rendimento de grãos com esta técnica. Menor rentabilidade em relação à semeadura tradicional.

Além disso, segundo a Embrapa, é preciso levar em conta que essa técnica apresenta várias desvantagens:

– melhor aproveitamento do tempo de plantio da máquina;

– maior consumo de combustível, resultando em maiores emissões de gases de efeito estufa;

– O plantio em grande escala dentro do período especificado pelo zoneamento agrícola exige maior investimento em maquinário e aumento de capital fixo para atender o período de plantio.

O problema é agravado em áreas onde o milho é cultivado após a colheita da soja. Atrasar a semeadura da soja pode inviabilizá-la ou aumentar o risco de uma safra abundante de milho nas safras subsequentes.

– Maior compactação do solo devido ao aumento do transporte por tratores e plantadeiras, além do aumento da mobilidade do solo, aumento da erosão e aumento da incidência de plantas daninhas;

Resultado

Portanto, devido ao longo estudo da Embrapa, esse método de cultivo não é recomendado por apresentar mais desvantagens que os métodos tradicionais, além de ser mais caro e não garantir que ele aumenta a produtividade da safra.

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