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Custo da pecuária leiteira cai pelo terceiro mês consecutivo

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O Boletim do Leite de outubro, publicado pelo Cepea/Esalq, apontou que, em setembro, o pecuarista precisou de 27,5 litros de leite para a aquisição de uma saca de milho, contra 23,1 litros no mês anterior. Isto evidenciou uma piora no poder de compra do produtor em relação ao período anterior.

leite - propriedades leiteiras

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Foto: Embrapa

Em setembro, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira – considerando-se a “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP) – caiu 0,34%. Trata-se do terceiro mês consecutivo de baixa.

Os combustíveis, adubos e defensivos foram os grupos de custos que recuaram e influenciaram a queda no COE no mês. De julho a setembro, o custo acumula retração de 1,17%, mas, em 2022, ainda se verifica avanço, de 3,13%. Ressalta-se, contudo, que a receita (preço do leite pago ao produtor) também caiu nos últimos meses.

Preço do leite ao produtor cai 

O preço do leite captado em agosto e pago aos produtores em setembro registrou queda de 14,4% (ou de 51 centavos por litro) frente ao mês anterior, chegando a R$ 3,0476/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea.

Em relação à média de setembro do ano passado, contudo, observa-se aumento de 19,4%, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de setembro/22).

Essa diferença anual pode diminuir até o final do ano, já que o movimento de baixa deve se intensificar em outubro.

Derivados lácteos seguem em desvalorização

O mercado lácteo em setembro manteve a tendência baixista observada em agosto. O menor poder de compra do brasileiro e os elevados patamares de preços dos lácteos vêm desestimulando o consumo desde agosto e sustentando a desvalorização dos derivados.

Ademais, o aumento das importações e a recuperação da produção nacional têm elevado o volume ofertado, possibilitando crescimento de estoques frente à demanda desaquecida e reforçando o movimento de queda nas cotações.

Aumento das exportações

As exportações e importações de produtos lácteos aumentaram em setembro, de acordo com dados da Secex.

Contudo, a balança comercial registrou seu maior déficit desde janeiro de 2000, quando o Cepea iniciou o monitoramento do mercado internacional de lácteos.

Em termos de receita, o saldo ficou negativo, registrando US$ 99,6 milhões, aumento de 7,2% em relação ao déficit de agosto e mais que o triplo do registrado em setembro de 2021.

Em volume, o déficit chegou a 195,4 milhões de litros em equivalente leite, 15% maior que o de agosto/22 e mais que o dobro do verificado no mesmo período do ano passado.